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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: E. aurea

Nome Científico

Eupsittula aurea
(Gmelin, 1788)

Nome em Inglês

Peach-fronted Parakeet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Periquito-rei

O periquito-rei (Eupsittula aurea) é uma ave psittaciforme, das mais conhecidas e abundantes representantes da família Psittacidae em nosso País.
Conhecido também como periquito-cabeça-de-coco (Minas Gerais), periquito-estrela, ararinha e cabecinha de coco (Goiás), jandaia-estrela, jandaia-coquinho, aratinga-estrela, coquinho-de-ouro, jandaia, maracanã-de-testa-amarela (Amapá). Não é considerado ameacado. Embora seja comum e muito abundante, já desapareceu de grandes extensões da Argentina. Não obstante, em outras áreas a população aumentou, possivelmente devido ao cultivo. É frequente em cativeiro e amplamente comercializado.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) eu = bom; e do (latim) psitta = periquito, papagaio; e do (grego) aurea = da cor do ouro, dourado. ⇒ Periquito bom dourado.

Características

Mede cerca de 25-29 centímetros de comprimento e pesa cerca de 86 gramas. Cabeça verde com uma faixa dianteira cor de pêssego, face azulada, ventre verde-amarelado. Tem a região ao redor dos olhos laranja nos adultos e cinzenta nos juvenis.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).

Indivíduos com plumagem lutina

O que é lutinismo?

Lutinismo é a ausência total da melanina, mas com a presença de pigmentos amarelos e/ou avermelhados. Aves lutinas apresentam penas geralmente amarelas e olhos vermelhos. Geralmente, os pigmentos amarelos/vermelhos são decorrente da deposição de carotenoides nas penas.

Alimentação

Trepando na ramaria, utiliza o bico como um terceiro pé e usa as patas para segurar a comida, levando-a à boca. Normalmente, aprecia as sementes e não a polpa das frutas, porém gosta de comer polpa de caju. Também se alimenta da amendoa da castanha dos maturis que é quando o caju ainda está verde. Procura por mangueiras, jabuticabeiras, goiabeiras, laranjeiras e mamoeiros. Aprecia muito os mulungus (Erythrina sp), os frutos do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa) e também os botões florais de várias espécies de guanxuma (Sida spp.). Foi observado se alimentando de casca de castanheira da praia (Terminalia catappa L.; Combretaceae) vide <http://www.wikiaves.com/6084490>.

Reprodução

O período reprodutivo ocorre de setembro a dezembro. Para nidificar utiliza troncos ocos de palmeiras ou de outras árvores, porém é comum reproduzir em buracos de rochas erodidas, ou até mesmo em barrancos ou cupinzeiros. Esses cupinzeiros geralmente têm forma circular e são encontrados em árvores do cerrado, entre 1,5 e 5,0 metros de altura. Cava um túnel vertical na parte inferior do cupinzeiro e abre uma câmara de postura em seu terço superior. A parte não escavada continua ocupada pelos cupins, que selam as galerias expostas. A postura é de três ovos. Os filhotes são alimentados com frutos e sementes quebrados, regurgitados pelos pais.

Hábitos

Presente em grande variedade de habitats, especialmente no cerrado, mata secundária, campos de cultura, buritizais e até em manguezais, até 600 metros. Em alguns lugares é considerado praga nas plantações. Vive em casal, que permanece unido por toda a vida. Desloca-se velozmente, às vezes intercala entre séries de rápidas batidas um voo de asas fechadas. É comum vê-lo em bandos. Está se adaptando ás áreas urbanas com um pouco de arborização.

Distribuição Geográfica

Presente principalmente da margem sul do rio Amazonas até o Paraná. Ao norte do rio Amazonas ocorre apenas em algumas regiões, como Faro (no Pará) e no Amapá. Encontrado também desde as Guianas até o leste da Bolivia, extremo leste do Peru e norte da Argentina.

Referências

Galeria de Fotos